eco logico


Walden II
Julho 9, 2008, 5:49 am
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1. Nenhum modo de vida é inevitável. Examine o seu próprio de perto.

2. Se você não gosta dele, mude-o.

3. Mas não tente mudá-lo através da ação política. Mesmo que você consiga ganhar o poder, não poderá usá-lo mais sabiamente que seus predecessores.

4. Peça somente que o deixem em paz, para resolver os seus problemas a seu modo.

5. Simplifique suas necessidades. Aprenda como ser feliz com menos posses.

6. Construa um modo de vida no qual as pessoas vivam juntas sem brigar, num clima social de confiança ao invés de suspeita, de amor ao invés de ciúme, de cooperação ao invés de competição.

7. Mantenha esse mundo com sanções éticas brandas, mas efetivas, ao invés de polícia ou força militar.

8. Transmita a cultura eficazmente aos novos membros através de cuidados especializados às crianças e de uma tecnologia educacional poderosa.

9. Reduza o trabalho compulsivo ao mínimo, dispondo os tipos de incentivo sob os quais as pessoas apreciam trabalhar.

10. Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.



sobre cópia e educação
Julho 9, 2008, 5:39 am
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É notório durante nossa vida escolar o recurso da cópia.
Diariamente nas escolas o professor copia no quadro o que o aluno copia no caderno e depois copia na prova. As provas são corrigidas seguindo um espelho. Não existe espaço para questionamento. Se não responder a resposta certa, copiada pelo professor, não tem boa nota, não passa de ano.
Na graduação muitos professores reproduzem a pratica de copiar no quadro, hoje usando mais o slide. Muita gente se forma, conclui os estudos sem estudar por livros, mas usando apenas cópias, trechos de livro. Então não chegam a conhecer a obra do autor nem muito menos a refletir em cima dela. Também aqui a avaliacao é padronizada, submetendo as respostas dos alunos ao crivo do professor. Este julga a resposta do aluno como certa ou errada, não existindo muita reflexão em torno da questão.
O estudante não tem acesso a livros e autores, ficam limitados às cópias.
Na escola é o caderno, na universidade a pasta de xerox.
Refletindo no campo da educação, diante do foi dito, como fugir da cópia? Na própria vida estamos copiando modelos o tempo todo. Vivemos o estilo de vida americano, com resquício de colonização portuguesa e traços de cultura indigena. Do nascimento à morte a vida é um ciclo copiado e reproduzido. Ensinado e aprendido.
Vivemos os padrões da rede globo. Acreditamos no que o jornal nacional informa.
A cópia na internet é um processo inevitável.
Quantas maneiras existem de dizer a mesma coisa?
Como educar para pensar?
As pessoas não estão habituadas a refletir, fazer questionamentos.
Como evitar a cópia se ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais?


Walden
Julho 9, 2008, 4:30 am
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(…)

Certamente bem mais determinado na escolha de seus propósitos, qualquer homem poderia tornar-se estudante e observador percuciente, pois sem dúvida sua natureza e seu destino despertarão interesse igualmente a todos.

Muito mais propícia do que uma universidade era minha casa, e não só ao pensamento mas também às leituras sérias. Conquanto eu estivesse fora do alcance da usual biblioteca circulante, sem dúvida nenhuma que estava sob a influência daqueles livros que circulam pelo mundo, cujos pensamentos foram primeiramente grafados em cascas de árvores e são agora simplesmente copiados, de tempos em tempos, em papel de linho.

Mais do que quando foram escritos, os livros devem ser deliberadamente e reservadamente lidos.

Meu pensamento é o de que, após ter sido alfabetizados, deveríamos ler o melhor da literatura e não somente ficar repetindo para sempre nosso bê-a-bá e nossos monossílabos, sentados a vida inteira na primeira fila da sala de aula. Satisfaz-se a maioria dos homens por conseguir ler ou ouvir outros lerem um único livro, a Bíblia, persuadidos provavelmente por sua sabedoria. Então, pelo resto de suas vidas põem-se a vegetar e a dissipar suas faculdades com aquilo que se chama de leitura fácil.

Alguns livros são menos tediosos que seus leitores. Deve haver palavras que se aplicam diretamente à nossa condição de leitor extremado, e que, se as pudéssemos realmente escutar e compreender, seriam mais salutares a nossas vidas do que as manhãs ou a primavera, e possivelmente dariam um novo alento à face das coisas. Quantos homens terão inaugurado uma fase de evolução marcante em sua vida após a leitura de um livro! Talvez exista o livro que explique tais milagres e revele-nos outros não menos interessantes. As coisas inexplicáveis de hoje provavelmente estejam grafadas em algum lugar.

As mesmas questões que nos perturbam, desorientam e confundem ocorreram, por sua vez, a todos os homens sábios. Não se omitiu nenhuma e cada um respondeu a elas, de acordo sua capacidade, por meio de suas palavras e de sua vida. Por outro lado, com a sabedoria desenvolvemos a tolerância.

Esse é o tempo de as aldeias se transformarem em universidades e de seus habitantes mais velhos serem os pesquisadores destas universidades, com tempo disponível – se demonstrarem positivamente condições – para se dedicar aos estudos liberais pelo resto de suas vidas.

A ação coletiva concorda perfeitamente com o espírito de nossas instituições. Por isso confio em que, sendo nossas condições mais favoráveis, nossos recursos se tornam maiores que os do nobre.

O que precisamos não é de nobres, mas sim de nobres aldeias de homens. Caso haja necessidade, deixemos de lado aquela ponte sobre o rio, o que nos obrigaria a dar uma pequena volta, mas, em contrapartida, construamos um arco de sabedoria sobre o abismo escuro da ignorância que nos isola.

(…)